Reuso de materiais

Paulo Rathunde

O que veio do pó, ao pó retornará. É fato. A questão é: com que velocidade? Observe os objetos à sua volta. Toda matéria-prima utilizada pela indústria para criar tais coisas é algum tipo de estrutura gerada pela Natureza. No caso da madeira de sua mesa, por exemplo, trata-se de uma estrutura produzida por reações bioquímicas da árvore que utiliza água e elementos químicos da terra e do ar, bem como a energia do Sol. Quando a mesa deixar de ser mesa, será apenas tábuas que entrarão em decomposição para que seus elementos químicos retornem à terra – ao pó de onde vieram.

Ótimo, o ciclo se fecha. E do pó surgirão novas estruturas a serem utilizadas pelo homem que as devolverá à Natureza que, então, novamente fará seu trabalho silencioso. Tudo continuaria bem, não fosse por um pequeno “detalhe”: a velocidade com que a indústria gera produtos a serem utilizados e devolvidos à Natureza em forma de resíduos pelas 7 bilhões de almas que aqui habitam é maior do que a capacidade que este pequeno Planeta tem de absorver tanto lixo e gerar novas estruturas. Então, a equação não fecha. A Mãe Terra precisa de nossa ajuda!

E como podemos ajudar? De várias formas. Uma delas é reduzir a velocidade da demanda por matéria-prima, bem como do descarte de inservíveis, por exemplo, pelo reuso. Quando um objeto é reutilizado evita-se que ele contribua com o volume dos lixões e aterros sanitários dos centros urbanos ao mesmo tempo em que se reduz a extração de estruturas naturais para a produção de um novo objeto.

Mas é preciso superar o preconceito, pois não estamos falando de trazer lixo para casa e sim objetos de altíssima qualidade e bom gosto, produzidos pelo reuso de materiais. Veja o caso do abajur na ilustração acima: é uma garrafa de vidro pintada com terras de diversas cores, cuja cúpula é de filtro de café usado. Quem diria, hein? E não é só isso! Móveis em madeira de demolição, como na outra foto, reutilizam materiais de altíssima resistência e durabilidade com resultados surpreendentes para a decoração de ambientes.

Consumo consciente leva em consideração o sentido de pertencimento ao Cosmos, à Natureza e à sociedade. É uma questão ética e de alcance do conceito de cidadania planetária. Venha participar com a gente deste movimento na Eco Nativa!

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